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Mais Beja

Mais Beja

Rádios do Alentejo

Se há entidades – e digo entidades, dada a importância que apresentam – que contribuem de forma decisiva e persistente na divulgação, proximidade e divulgação das tradições e do que se faz nas regiões esquecidas de Portugal, ou seja, do interior, são as rádios regionais. Cada rádio tem os seus programas de informação, de debate, de entretenimento, de preferências musicais, que podem ser discutíveis, mas todas têm em comum a capacidade de divulgar o que o Alentejo tem e faz, de minimizar o isolamento de centenas de pessoas que as ouvem diariamente e de dar emprego e relevo ao que por cá se passa. Além disso, possuem a capacidade de levar a informação regional aos Alentejanos, porque a internet e a televisão é dominada pelos órgãos de comunicação nacionais.

As rádios regionais são “micro-empresas” e, infelizmente, estão a ser abandonadas. Não pelos ouvintes, mas pelo poder local e pelas empresas, que ao cortarem na publicidade, provocam a diminuição das receitas das rádios, que já vivem com pouco e funcionam com baixos custos. O empresário da região vê a publicidade nas rádios como uma despesa, quando deveria olhar como um investimento, já que é um meio barato de fazer chegar o nome e objetivo da sua empresa a todo a região e assim, aumentar os seus negócios. Mas mesmo assim, as rádios regionais conseguem fazer algo que nenhuma rádio nacional faz, que é divulgar iniciativas de forma gratuita, como eventos de associações de estudantes.

É triste assistir à possível morte de algo que têm um valor acrescido, um valor muito superior ao número de funcionários de cada rádio, que só por si, é um tragédia. A rádio tem um papel fundamental na sociedade como um meio de comunicação, sendo a voz de uma região.

Bem haja a todas as rádios regionais e, especialmente, do Alentejo. Gratos pelo vosso trabalho. Sou um ouvinte atento.

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