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Mais Beja

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Reportagem SIC sobre o aeroporto de Beja: uma verdade não dita (parte I)

 

Para começar, e já destruindo metade da mentira, em Beja não foi construído um aeroporto. Foi construído um edifício para realizar o check-in (partidas e chegadas), um parque de estacionamento para carros e autocarros, acessos ao parque de estacionamento e uma placa para estacionar aviões. Ponto final. Fim de empreitada. Fim de obra.

A Base aérea de Beja existe desde 1968, ou seja, quando muitos dos jornalistas que escrevem de forma equívoca sobre Beja não eram nascidos, ou muitos dos deputados e políticos que criticam, nem sabiam o que era um avião.

Fala-se da "gigantesca" quantidade de dinheiro gasto. Pois bem, se é para informar, que se diga a verdade: O Estado Português gastou 9 milhões de euros. O resto do dinheiro (24 milhões de euros) veio da Europa, que se não fosse esta, nem a barragem do Alqueva existiria no Alentejo. E assim fica destruída a outra metade da mentira.

Outra questão abordada é os turistas. A cidade e a região, sendo racional e sensato, não pode desejar que ao aeroporto cheguem semanalmente centenas de turistas, numa região que tem poucas camas hoteleiras e possui pouquissímas outras estruturas capazes de atrair turistas em massa. Imaginemos que chegava um avisão com 350 turistas. Haveria camas em Beja e arredores para acomodar em hotéis este número de turistas? Tenho quase a certeza que não. Ou se viessem no Verão milhares de turistas, tal como acontece no Algarve, para aproveitar o sol, praias e boas comida, existe, na costa alentejana  alojamento em hotéis para todos os que nos visitam? Tenho a certeza que não. Porque não há condições. E se desejassem o que mencionei acima, então fariam primeiros os hotéis e outras estruturas que atraem turistas e só depois o aeroporto. Portanto, o objetivo do aeroporto é negócios e não passageiros.

Resumindo, o aeroporto de Beja não foi feito quando se diz; não custou o que se diz; e não tem como objetivo passageiros, e sim investimento/empresas da indústria aeronáutica.

Para piorar a desinformação da peça jornalística, vem o deputado Mário Simões, o eleito por Beja pelo PSD, demonstrar desconhecimento, ao dizer que não há estratégia para o aeroporto, quando o seu responsável diz qual é a estratégia. Para além disso, foi delineada uma estratégia por parte de várias personalidades da região e entregue ao Governo no ano passado. A diferença é que esta é uma obra do PS, e como os políticos sofrem de “clubite” partidária, criticam as obras dos outros.

Aos "lisboetas", repito o que já escrevi: "3,6 Km da CRIL custaram 151 milhões de euros. E para o Baixo Alentejo não há nada."

 

Amanhã falarei da Câmara Municipal de Beja e da ESTIG, que também aparecem na peça jornalística…

(Parte II, AQUI)