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Mais Beja

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Reportagem SIC sobre a Expobeja e o novo edifício da ESTIG: uma verdade não dita (parte II)

Na dita peça jornalística, após abordar-se o aeroporto de Beja de forma errónea, aparece o Presidente da Câmara de Beja, no parque de Feiras e Exposições. A conversa começa com um embuste enorme por parte do Pulido Valente, que refere a realização anual da “Experiências a Sul”, quando ela não foi realizada no último ano, tendo sido cancelada pelo próprio. Como alguém pode citar algo que não existe, e pior, foi o próprio que findou com essa feira e exposição? E, verdade seja dita, nunca foi, em termos de dimensão e projeção, uma grande feira.

E, aproveitando o local, poderia explicar aos munícipes bejenses as promessas feitas por si, nomeadamente sobre o parque de feira e exposições, que segundo o próprio, iria mudar e revolucionar a cidade e que não foram concretizadas.

O Presidente puxa das Palavras Andarilhas como se fosse o maior apoiante das mesmas, quando a Câmara cortou por completo o apoio a esse evento, ou seja,  cortou-lhe as pernas. E sem pernas, não se anda. Além disso, a Biblioteca Municipal está num estado de conservação muito fraco, necessitando de obras nas suas instalações e renovação do seu equipamento: mesas, cadeiras, estantes, disposição das salas de estudo, computadores, iluminação, livros e outro tipo de material. Pessoalmente, cada vez que vou à biblioteca, fico com menos vontade de lá retornar. Não por causa das pessoas que lá trabalham, que são extremamente competentes, simpáticas e apaixonadas pelo seu trabalho, mas pela falta de condições no seu interior, falta de um ambiente novo, moderno e com condições para trabalhar e estudar.

Relativamente ao novo edifício da ESTIG (Escola Superior de Tecnologia e Gestão), este foi construído, por todos os motivos e mais alguns. Primeiro, a escola não tinha edifício, encontrando-se num espaço alugado e sem condições para estudar, leccionar aulas, trabalhar, ou seja, aprender! E esse é o objetivo de qualquer escola. Segundo, o novo edifício foi construído tendo em conta uma previsão de X cursos e X alunos por ano, que devido à crise, não se concretizou. Como dado estatístico, em 2007, havia no IPBeja 3.344, sendo a ESTIG a escola com mais alunos. No último ano (2012) foram colocados apena 224 alunos nas 4 escolas que integram o IPB. E aqui, tal como certas autoestradas fora construídas e dimensionados para 10.000 carros/dia e atualmente circulam 5.000 carros/dia.

 

É triste ver a nossa cidade tornar-se chacota nacional e não haver um líder capaz de defender a cidade e a região. Nem a nível local, nem a nível nacional (deputados).