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Mais Beja

Mais Beja

A queda de um mito ideológico e de um (des)governo que dura há 3 anos

Resumo o que diz o FMI:

“Os técnicos do FMI voltam questionar o sucesso do ajustamento externo português. Argumentam que ele foi conseguido através da queda das importações e desvalorizam alguns avanços das exportações.”

“os desequilíbrios externos voltarão a emergir, a não ser que mais capacidade produtiva seja transferida para o sector transaccionável (tendencialmente exportador).”

O problema é que, até agora, essa transferência – de actividade e de trabalhadores – não ocorreu em Portugal. O número de trabalhadores empregados no sector transaccionável caiu mais do que no não transaccionável. Já o Valor Acrescentado Bruto (produção subtraída dos custos) sofreu uma quebra idêntica em ambos os sectores, o que indicia que não se verificou qualquer transformação.

Para as exportações, as conclusão são ainda mais radicais. O documento refere que Portugal não teve ganhos de competitividade nesta área.

Os resultados conseguidos até agora na frente externa pelos países da periferia europeias, e que têm sido apresentados como uma das vitórias dos processo de ajustamento dos últimos anos na Europa, surgem descritos no relatório assinado pelos economistas do FMI de forma pouco entusiasta. Isto porque os equilíbrios externos foram conseguidos em grande medida à custa de desequilíbrios internos, o que não será sustentável e exige uma maior coordenação de políticas.

"Os passivos líquidos externos [no fundo, a dívida externa líquida de Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha] permanecem elevados (implicando pagamentos líquidos de rendimentos ao exterior mais elevados), e o progresso no reequilíbrio externo chegou à custa do equilíbrio interno, com destaque para taxas de desemprego muito mais elevadas", lê-se na conclusão da análise, onde se duvida da sustentabilidade de um ajustamento desta natureza.” Fonte: Jornal de Negócios

Pode ler mais AQUI.

 

O que mudou na estrutura da economia portuguesa? Nada, tendo diminuido. O que melhorou na dívida, o principal objetivo de ajuda externa? Nada, tendo aumentado exponencialmente. Que reforma foi realizada no Estado? Nenhuma.

Até quando irá durar esta chacina social e destruição de Portugal?!