A recompensa aos alentejanos que pagam os seus impostos
Mais uma vez, os grandes investimentos ficarão apenas no litoral do País, afastando ainda mais o interior do resto do País e de outras regiões da Europa: “Grupo de Trabalho deixa rodovia e ferrovia para Beja fora das prioridades até 2020”. Fim de conversa.
Mas a história não acaba assim, porque quando começar a campanha para as próximas legislativas, daqui a 2 anos, os partidos do poder, PSD e CDS-PP, virão a Beja, de sorriso na cara, cheia de frases com promessas e de mão estendida para apertos de mão ao povo, porque qualquer político ouve o povo nos seus desejos e anseios, grandes comícios e jantaradas. A realidade, depois dos votos arrecadados, será outra. Os sorrisos, depois da euforia, serão substituídos pela falsidade e as mãos estendidas, pelas ilusões. É esta a recompensa do Governo por nós eleito e do deputado do PSD eleito por Beja (e, verdade seja dita, de todos os outros que pelos menos já governaram).
É esta a recompensa de viver num País que apregoa ser pobre e viver em crise, para dar aos ricos e regiões ricas todo o dinheiro que deveria ser distribuído de forma justa, pelas regiões e trabalhadores. Um País unido mas desigual. De obra feita nas zonas ricas e de fantasmas noutras regiões. De trabalhadores e preguiçosos aldrabões. Ou seja, somos um povo de aparências, falsas, claro.
Até daqui a 2 anos Passos Coelho, Carlos Moedas, Mário Simões e Paulo Portas.
