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Mais Beja

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Análise às Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2025

Câmara Municipal de Beja.jpg

FOTO: MAIS BEJA

 

Após o chumbo da 1ª versão das Grandes Opções do Plano e Orçamento 2025 (GOP 2025, que pode consultar AQUI) da Câmara Municipal de Beja, foi aprovada a 2ª versão, este ano, com a abstenção do vereador Nuno Palma Ferro da coligação Beja Consegue.
Este documento é o mais importante para qualquer município e, todos os anos, dedico algumas horas a ler com atenção a versão referente ao concelho de Beja, de forma a saber qual a trajetória seguida pelo executivo, nomeadamente, na receita, despesa, investimento, transferências de dinheiro, obras municipais e que estratégia será implementada para resolver os principais problemas e deixar aqui a minha opinião.

Este ano, ao contrário dos anteriores, o meu comentário será curto, uma vez que, as Grandes Opções do Plano e Orçamento são, sem surpresa, uma repetição dos 3 anos anteriores. No documento, observa-se que os grandes projetos não foram concretizados, como a melhoria e expansão da Zona de Acolhimento Empresarial Norte, mantendo-se por concretizar um investimento de 2.204.708€ e com o forte investimento na Estratégia Local de Habitação, com um investimento de 3.339.875,00€, que só no final de 2024 e início de 2025 se deu início.

Se no passado, o grande investimento da autarquia foi no aumento da transferência de dinheiro do município para os clubes, associações e bombeiros voluntários do concelho de Beja, passando de um montante de 199.160€ para 400.000€, em 2025, o grande investimento é o aumento da transferência de dinheiro para as Juntas de Freguesia do concelho, com um aumento de 467.336,43€ face ao ano anterior. O que o atual executivo denota é a sua incapacidade em criar, desenvolver e implementar projetos estruturantes, tendo como estratégia a simples e rápida transferência de recursos financeiros para outras entidades públicas ou sem fins lucrativos, procurando apenas retirar de si trabalho que é da sua inteira responsabilidade.

Esta forma, é em tudo igual ao que executa o Partido Socialista a nível nacional, quando está no governo, em que baseia a sua política, em ter um país subsidiodependente, em que todos: jovens, adultos, idosos, poder local, empresas públicas e privadas, vivem de apoios e subsídios do Estado, sem que este tenha que fazer o que é essencial, como hospitais, escolas, estradas, modernizar e melhorar os serviços públicos, políticas públicas de literacia em áreas vitais à economia, etc.

No GOP 2025, na rubrica “2- Serviço de Zonas Verdes e Cemitério” (pág. 60), apenas é referido investimento simples e sem impacto, revelando falta de ambição e investimento em algo essencial para qualquer cidade, em especial numa das cidades mais quentes da Europa. Hoje, quando se viaja para qualquer país desenvolvido, observa-se a constante transformação das cidades, com a existência de mais árvores, parques e zonas pedonais, em detrimento de alcatrão e zonas sem vida ou árvores. Em Beja, nada disso é pensado.

O restante documento, é uma repetição dos 3 documentos anteriores, aos quais fiz análise mais pormenorizada e deixei aqui escritas.

 

Para finalizar, e para despertar algumas mentes, o orçamento municipal para este ano é de 64.400.000€. Em 2020, foi de 33.700.000€, ou seja, em 5 anos o valor quase duplicou, sem que tenha havido uma mudança estruturante na cidade, excluindo a reabilitação do Mercado Municipal e da Piscina Municipal descoberta. E este dado, deve fazer refletir a todos nós, bejenses, que pagamos os nossos impostos e elegemos o executivo da Câmara Municipal e Assembleia Municipal de Beja.

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