Ano de 2015
Para este novo ano tenho receios. Tenho receio de sermos um povo cobarde. Feito de ausência de vontade para mudar o que está mal. De não nos expressarmos onde devemos expressar. Um povo desinteressado por quem nos governa que, paradoxalmente, domina a vida de cada um de nós. Que não exerçamos os nossos direitos democráticos. Um povo sem projetos. Sem sonhos. Que pensemos que os políticos e os partidos são todos iguais e devido a isso viremos as costas as nossas responsabilidades. Inerte face à corrupção que destrói o País.
Em suma, um povo desinteressado em si próprio.
