O jornalismo local
A riqueza e pobreza de uma região é medida por vários indicadores e fatores. O PIB per capita, o nível educacional, empresas, endividamento, riqueza criada, emprego gerado, bem-estar, esperança de vida à nascença, entre outros dados indicam o valor de uma região.
O jornalismo é um dos pilares de uma sociedade democrática e livre. Tanto, que se tornou o quarto poder, a seguir aos poderes do Estado: o legislativo, o executivo e o judiciário. Em Beja, é possível afirmar que o Estado se esqueceu da região, bastando para tal observar o subdesenvolvimento em que a região vive em termos de saúde, educação, emprego e acessibilidades.
Ora, no jornalismo, acontece o mesmo. Os meios de comunicação social local, são o espelho da região. Basta ver esta notícia, publicada no jornal online o O ATUAL, que se apresenta em apenas um parágrafo e termina com “etc”.

No site do O ATUAL, surge a informação e passo a citar: “Um dos objetivos estratégicos passa pela criação de uma plataforma de comunicação que congregue o rigor da informação”. O rigor, é o que se vê: terminar uma notícia com “etc”. E o “etc” é o que o leitor quiser entender, porque cabe tudo. Ou nada, porque nada foi questionado, investigado ou averiguado.
Preferia não ter escrito esta publicação, mas é irritante ver a falta de qualidade no jornalismo local. Seja ele proveniente deste ou outro meio de comunicação.
Somos pobres, feitos de gente pobre e seremos para sempre pobres. E quando me refiro a pobres, não o escrevo no sentido financeiro.


