Partido Socialista a ser ele próprio: Quando tudo falta, apresenta-se uma obra megalómana para Beja

FONTE: FACEBOOK PAULO ARSÉNIO
O Partido Socialista (PS), sempre teve a mania das grandezas, com obras e eventos gigantes focados no entretenimento do povo. Obras públicas com retorno financeiro ou melhoria da qualidade de vida, só no papel, como a construção de novos hospitais, requalificação e melhoria dos transportes públicas, centros de ciência ou novas universidades. As últimas duas décadas, pelo contrário, trouxeram aprendizagens aos portugueses, em que o despesismo numa economia fraca, é o caminho para a crise, sendo que a última culminou com a chegada da Troika a Portugal, colocando o povo de joelhos, comendo pão e água, com repercussões negativas que se mantêm até hoje.
O PS local, traz o mesmo modelo, com a proposta eleitoral de reconstruir o antigo estádio de futebol Flávio dos Santos, com um investimento megalómano de 4.500.000,00€, numa cidade em que:
- As caldeiras não têm árvores;
- O Parque da Cidade José Manuel da Costa Carreira Marques, construído há 20 anos, não sofreu qualquer investimento de requalificação profunda, de forma a evitar que o espaço se torne obsoleto, feio e velho, como está atualmente a acontecer;
- O lixo encontra-se espalhado pela cidade, em ruas, redor dos contentores, praças, jardins, sarjetas, estradas, etc;
- Há ruas sem passeio;
- Há estradas fundamentais dentro da cidade com buracos;
- As escolas do município apenas recebem pinturas como investimento, não havendo qualquer obra transformadora nos edifícios e zonas exteriores;
- Não há novos espaços para prática de desporto informal;
- As rotundas de entrada na cidade não têm qualquer arranjo paisagístico, apenas matagal;
- O skatepark e museu de banda desenhada, prometidos há 4 anos pelo atual executivo, não foram concretizadas.
Vem agora, o atual executivo do município de Beja, propor um projeto megalómano? E para quê? Há alguma carência na cidade ao nível de campos de futebol? Cada clube da cidade já tem o seu campo de futebol para treinar e jogar. Além disso, nenhum dos clubes é profissional ou semi-profissional, jogando nas divisões inferiores de futebol, em que cada jogo tem apenas algumas dezenas de espectadores, sendo quase todo o público os familiares dos próprios jogadores e dirigentes dos clubes.

FONTE: O ATUAL
É, para mim, a proposta mais chocante e imoral das últimas décadas! O saudosismo e apego ao passado, não pode mascarar as graves carências que a cidade enfrenta.
Proponho aos candidatos de todos os partidos às próximas eleições autárquicas e bejenses, a visitarem um dos locais abandonados pela cidade, o bairro das Saibreiras, e a refletirem se aquilo é aceitável num país Europeu.

