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Mais Beja

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Porque o partido Chega não é a solução

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BANDEIRA DA EUROPA: SIMBOLIZA OS IDEAIS DE UNIDADE, SOLIDARIEDADE E HARMONIA ENTRE OS POVOS

 

Chamar o partido de extrema-direita “Chega” é errado e falso, uma vez que este é um partido de uma pessoa: André Ventura. Tudo o que acontece ou é proferido nasce da sua cabeça. Tudo é decidido por ele, desde os discursos, posições, caminhos ou quem entra e sai do partido. A forma de vida do próprio partido é antidemocrática, porque quem está lá dentro, ou o segue, tornando-se um correligionário ou está fora.
Os extremos, nunca solucionaram os problemas da população. A história mostra que sempre trouxeram o pior que há no ser humano, como o ódio, o desprezo, a ganância, a insensibilidade face ao outro e a ideia de superioridade face a todos os que não são iguais a nós. O partido Chega, cria através de um discurso falso e minado de mentiras, problemas no país, como a insegurança ou a corrupção, para depois vender segurança ou justiça, e assim criar a ideia que face a um problema (inventado), ele, André Ventura, como se de uma entidade divina se tratasse, tem a solução.

Não apresentam propostas para resolver os principais problemas do país, nomeadamente como melhorar o SNS, o acesso à habitação, a economia, os serviços públicos ou tornar a justiça mais célere, porque simplesmente não têm visão, estratégia ou capacidade intelectual.

O líder do Chega, ataca ferozmente o que melhor existe na Europa e nas sociedades livres: a liberdade, a paz, a escolha sobre o que cada um quer fazer ou ser, casar com quem quiser e viver onde quiser.

Depois, há o enorme problema das redes sociais, para onde os jovens se mudaram, devido à sua rapidez, facilidade, universalidade e gratuitidade, sendo um local gerador de desunião, ódio e partilha de mentiras funcionando como gasolina num incêndio, ou seja, terreno fértil para o Chega. O problema, está à nossa frente, que é o facto de as redes sociais estarem a corroer a democracia e a destruir o projeto europeu, peça chave na paz, prosperidade e crescimento social e económico nunca visto no melhor continente para se viver. Hoje, a informação isenta, verdadeira, verificada e completa é paga. Os jovens não pagam para ler porque têm tudo grátis nos seus smartphones. E é nessa lacuna que se encontra André Ventura. Ele, com o seu carisma, conseguiu ocupar as redes sociais, disseminando ideologias populistas, nacionalistas, racistas, discriminatórias, xenófobas e eurocéticas.
Cada voto no Chega, é um prego no caixão nos valores humanistas e de liberdade do projeto europeu.


O inexistente trabalho da deputada Diva Ribeiro, a primeira a ser eleita pelo Chega no distrito de Beja em 2024, é representativo dos correligionários. Zero de ideias, zero de capacidade, zero de atividade cívica e zero de respeito pelo “outro”, que ficou registado nas notícias vindas a público de agressões físicas, ameaças e ofensas, bem como à sua única intervenção na Assembleia da República digna de registo, em que usou o seu tempo para ofender outra deputada cega.

Outra prova da ausência de fundações e trajetória do Chega, é a escolha do atual candidato para o distrito de Beja, Rui Cristina, militante e candidato por um partido de extrema-direita, mas na ânsia de obter votos no distrito e diria desvario ideológico, defende políticas de esquerda, repetindo ipsis verbis discursos que poderiam ser do PS ou PSD. Para aumentar ainda mais a forma bipolar como funciona, em parte, o partido, Rui Chora é de Faro, foi deputado pelo distrito de Évora e agora é candidato por Beja. Que raízes, ligação ou conhecimento tem em relação à nossa região? Zero.

 

A culpa do surgimento do Chega, é dos partidos que governaram Portugal nos últimos 50 anos, que não souberam responder, em parte, às necessidades das pessoas, bem como explicar aos portugueses porque algo não foi concretizado. A perfeição não existe, um mito criado nos últimos séculos. E numa entidade tão complexa, vasta e sempre em construção como um país, todos têm os seus problemas e defeitos. Sinto, profundamente, que parte do problema dos portugueses é o excesso de expectativas face aos país que nos vamos tornar amanhã. É absurdo, como se assiste na população portuguesa, que ambiciona que o país tenha a indústria da China, a tecnologia dos EUA, o sistema de pensões da França, a qualidade de vida da Suíça, o sistema público de ensino da Finlândia e o sistema nacional de saúde do Reino Unido. Repito, é absurdo ambicionar um país que não existe em parte nenhuma.

 

Numerosos estudos mostram que o desenvolvimento económico e geração de riqueza de um país, se deve à existência de grandes empresas, criação de patentes e o crescimento do seu PIB estão intimamente relacionados com os resultados educacionais. A economia tem baixa produtividade. O investimento público é baixíssimo, apesar de ter aumentado com o atual Governo da AD. A população envelhece, e dentro de algumas décadas seremos apenas 8 milhões de residentes. Que ideias tem André Ventura para a economia e natalidade? Zero.
E se, ao assistirmos diariamente às mentiras, devaneios, ganância, xenofobia, racismo e vontade de guerras lançada por Trump, vindo de uma democracia forte e robusta como EUA, ficamos todos chocados, então, imaginem ter sito dentro da nossa própria casa?

 

A Europa, como escreveu Mario Draghi, está a ficar trás face à China e EUA. Que pensa André Ventura sobre isto? Que estratégias apresenta para resolver este problema? Novamente, zero.

Em suma, torna-se óbvio que André Ventura não é a solução para as carêncas presentes no Baixo Alentejo, nem problemas e falhas de Portugal.

 

 

E aqui chegamos a Portugal. Votamos sem saber. Não lemos jornais. Elogiamos determinada pessoa simplesmente por ser simpática, mesmo que não tenha outra qualidade. Passamos horas nas redes sociais, lendo informação falsa ou descontextualizada. Gastamos horas em cafés, a falar mal do outro ou a invejar o sucesso. Não é azar. Não é fado. Não são os políticos. Somos nós e cada um que acordamos todos os dias e fazemos este país.