Quantos jardins e parques urbanos nasceram nos últimos anos em Beja?

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As cidades são espaços urbanos, complexos, possuindo condições e infraestrutura que responda às necessidades e ambições de quem lá vive, trabalha ou faz turismo. Beja, é uma cidade importante, não por ser grande ou populosa, mas porque é capital de distrito, numa região em que grande parte dos serviços públicos apenas existem em Beja. Por exemplo, o único hospital do maior distrito de Portugal, situa-se em Beja. Este facto, traz maior peso e importância à cidade, mesmo sendo esta pequena face a outras capitais de distrito.
As acessibilidades, emprego, habitação, custo de vida, escolas, gestão de resíduos, segurança, clima ou serviços públicos são vitais para uma cidade proporcionar qualidade de vida aos seus habitantes, sendo estes factores motivos de atração ou não para realizar negócios ou viver. Mas há outras áreas, fundamentais numa cidade, como o ambiente, espaço público e espaços verdes. Ora, em Beja, nesse quesito, estamos atrasados uma vez que o diminuto investimento em espaço público, baseia-se essencialmente em calçada e parques infantis, sem qualquer árvore. Não se vislumbra novos jardins ou parques. Atualmente, em que se fala tanto em ambiente, ao nível de espaços verdes, não tem sido investido dinheiro público na construção de novos parques e jardins, tornando a cidade de Beja algo deprimida, com ruas estreitas, com passeios estreitos e sem árvores.
Nas novas zonas habitacionais, nomeadamente, junto ao futuro Palácio da Justiça de Beja ou na ligação entre a Quinta d’El Rei e o Bairro do Pelame, não houve a criação de um parque ou jardim. Apenas existe alcatrão e calçada, em algumas ruas, já com habitação.
Para comprovar este facto, basta referir que nos últimos 6 anos, nenhum parque ou jardim nasceu na cidade e, no último ano (2022), foram plantadas apenas 50 árvores (dados fornecidos pela Câmara Municipal de Beja), numa cidade que atinge altas temperaturas no verão.
Vários estudos demonstram o imenso valor e benefícios que as árvores no espaço urbano oferecem as cidades, nomeadamente, na melhoria do aspecto visual, qualidade do ar, melhoria da saúde e bem-estar das pessoas, poupança de dinheiro, redução do efeito negativo de tempestades, valorização das habitações, entre outros ganhos. Além disso, e de acordo com o World Economic Forum "With trees, the area under shade, total moisture in environment, cooling of air by evapotranspiration and sun radiation deflected are all greater. This is crucial in summers when shaded surfaces can be cooler than unshaded surfaces by 11-25°C, and evapotranspiration can lower peak temperatures by 5-10°C."
Despender dinheiro público em parques e jardins, tem um impacto maior e mais duradouro, do que numa feira que dura 3 dias. Portanto, gostaria de ver os nossos governantes locais, a olhar mais para o ambiente e qualidade de vida, do que para feiras e foguetórios.


