A empresa pública Infraestruturas de Portugal (IP) lançou na semana passada o concurso público internacional para a elaboração do projeto de execução da A26, entre Santa Margarida do Sado e Beja.

Não sou engenheiro, especialista em obras, geólogo, desenhador ou orçamentista, como tal, tenho a humildade de dizer que posso estar enganado, mas 445 dias apenas para realizar o projeto de execução da auto-estrada A26, entre Santa Margarida do Sado e Beja, é um absurdo de tempo.
15 meses, só para ser criado o projeto de uma autoestrada, que até já foi estudada e projetada no passado, parece-me excessivo e uma forma de nem em 4 anos a obra se iniciar efetivamente, ou seja, com máquinas e trabalhadores “no terreno”. Depois do projeto, ficará a faltar, provavelmente, o estudo de Impacto Ambiental, expropriações, licenciamento, concurso público internacional, resultado do vencedor, atrasos por falta de candidatos ou impugnações dos perdedores no concurso que atiram a obra para os tribunais, e após todo este processo burocrático, dar-se início à obra, é impossível iniciar-se nos próximos 3/4 anos.

Mais uma vez, é claro, o desprezo do governo central por Beja e o desenvolvimento da região Baixo Alentejo que continua a ser adiado. Apesar dos muitos esforços dos políticos locais, nomeadamente, do deputado do PSD por Beja, Gonçalo Henrique Valente e do atual presidente do município de Beja, Nuno Palma Ferro, a concretização desta infraestrutura no curto ou médio prazo parece cada vez mais distante por culpa do Governo central.

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