Beja não tem bancos públicos

Antigamente, havia por toda a cidade, em pequenos largos, praças e passeios, bancos públicos em que as pessoas que vivam no bairro se sentavam ao final da tarde ou após o jantar. Vizinhos, falavam do dia-a-dia, debatiam, riam, olhavam para quem passava e deixavam-se ser vistas. Maioritariamente, pessoas idosas, mas também crianças, namorados ou transeuentes.

Atualmente, por toda a Europa, um dos principais focos na gestão municipal é tirar espaço aos carros para dar às pessoas. Uma das formas é remover estacionamento, aumentar os passeios e criar pequenos espaços de lazer e convívio, como colocar floreiras e bancos para que as pessoas voltem à rua para conviver.

Em Beja, nos vários espaços públicos como jardins, parques ruas ou pracetas, não existem bancos públicos ou quando existem, são desconfortáveis, feitos de materiais duros, frios e sem apoio para as costas, como os que existem no Parque da Cidade. No verão, quando chega a noite, as pessoas têm de trazer as cadeiras de suas casas para a rua, para além de estar mais fresco do que no interior as habitações, conseguem conviver entre vizinhos, uma vez que a rua não tem sítio para as pessoas, só para veículos e lixo.

E, sinceramente não entendo o porquê de não existir, uma vez que seria uma obra rápida, simples e de baixo custo para o município de Beja, tornando o local intervencionado, um espaço mais amigável e de convívio entre pessoas de várias gerações: crianças, adultos e idosos.

Um simples facto, foi o estado deplorável a que chegaram os bancos públicos no Parque da Cidade, revelando uma ausência de manutenção do espaço público chocante e um total desrespeito pelo cidadão.

Aquilo que nos faz viver em colectivo, são as praças, jardins, parques infantis e zonas de convívio. Como tal, é essencial estes locais existirem. Quem não percebe isto não percebe de cidades.

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