Duplicação de sinais de trânsito: Mais custos e ineficiências

Há coisas que custam a compreender. Portugal tem profissionais de excelência em tantas áreas, mas continua a revelar, em determinadas situações, uma preocupante falta de rigor, planeamento e bom senso na gestão dos recursos públicos.

Vem isto a propósito de uma situação em Santa Vitória (concelho de Beja), junto à escola primária, onde, como mostra a imagem, foram colocados dois sinais de trânsito idênticos, no mesmo local, com exatamente a mesma informação, indicação, símbolos e formato.

Uma duplicação desnecessária, que levanta algumas questões: qual foi a necessidade de instalar dois sinais iguais? Quem decidiu a sua colocação? E não terá sido detetada esta redundância durante a instalação ou numa eventual fiscalização?

A duplicação de sinalização, sem uma necessidade evidente, representa um potencial desperdício de recursos, desde a aquisição dos sinais até à sua instalação e manutenção.

E não se trata de um caso isolado. Existem outras situações semelhantes no concelho de Beja.

Mais rigor, melhor planeamento e maior cuidado na utilização dos recursos públicos. É o mínimo que se exige.

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