Na Hungria, venceu a Europa e os valores europeus

Ontem, a Hungria e os húngaros, escolheram a Europa. Deu-se fim a dezasseis anos de corrupção e declínio democrático, num país governado por um primeiro-ministro anti-Europa, anti-Ucrânia, ultraconservador, nacionalista e pro-russo, que apenas queria dinamitar a União Europeia por dentro. Nem a interferência eleitoral de Moscovo ou de Washington, salvaram o líder húngaro da sua queda.
Essa mudança aconteceu com uma participação eleitoral histórica, um sinal claro da urgência sentida pela sociedade em virar a página.
O novo primeiro-ministro, Péter Magyar, conseguiu o que nenhum outro candidato conseguiu: romper um sistema aparentemente inexpugnável e destituir do seu bastião o líder que há mais tempo ocupava o cargo na UE.
Mais do que uma simples alternância de poder, este momento marca o fim de um ciclo político e o início de uma nova etapa. Representa também uma oportunidade de reaproximação da Hungria ao projeto europeu e aos valores que têm sustentado décadas de cooperação, paz, amizade e progresso no continente Europeu.

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