Rotundas de Beja sem qualquer arranjo paisagístico

Uma rotunda constitui um local de identidade e embelezamento urbano, conseguida através de arranjos paisagísticos na ilha central e área envolvente. Através de ideias e projetos representativos, esteticamente valorizáveis, podem constituir pontos de notoriedade e referência local, transmitindo uma mensagem e atraindo pessoas.
Na cidade de Beja, existem duas rotundas, que comprovam este conceito, nomeadamente, a rotunda junto ao NERBE/estrada para a Salvada, com a presença de uma estátua de um pastor e o seu cão, e a rotunda que dá acesso ao IP8 e IP2/estrada para Lisboa e Évora, com a presença de um monumento em homenagem à Força Aérea Portuguesa. Nestas duas rotundas, o arranjo paisagístico transmite parte daquilo que a cidade de Beja é, através da forte ligação ao trabalhador rural, que é o pastor e à Força Aérea Portuguesa, através da Base Aérea Militar Nº11, a funcionar desde 1970 na nossa cidade. Além disso, há um aspecto de valorização ambiental, com a plantação nas rotundas de flores ou arbustos.

Pelo contrário, existem duas outras rotundas de acesso à cidade, que são autênticos baldios, em que a única coisa que existe é pasto e lixo. Falo das rotundas junto ao Beja Retail Park/Bairro da Conceição (via IP8) e a rotunda junto ao McDonalds/acesso a Castro Verde (via IP2).

Como se vê nas imagens, estas rotundas são autênticos baldios, que só envergonham Beja. A cidade não pode gastar centenas de milhares em 3 dias de festas, “copos” ou foguetes, e não ter uma entrada apresentável, digna e bonita, capaz de transmitir uma mensagem, daquilo que somos, temos ou fomos. Algo que transmita uma mensagem positiva e atraente, e não um espaço com ervas para os animais pastarem.

E, muito sinceramente, estou cansado de ver a mesma conversa do atual executivo da Câmara, de auto-vangloriasse de pintar uns muros ou trocar umas lâmpadas, e divulgar isso como “obra” feita. Isso, é o básico de qualquer Câmara Municipal. Obra feita, é outra coisa, é algo com impacto positivo e transformador na comunidade para a qual trabalha, e não de algo que eu, sozinho, faço na minha casa.

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