Numa cidade como Beja, apontada como uma das mais quentes de Portugal, cada árvore faz a diferença. No entanto, continuam a existir inúmeras caldeiras vazias, preparadas para receber árvores que nunca chegam a ser plantadas. Outros casos, em que a árvore foi cortada, ficando um tronco com alguns centímetros de altura.

Não se trata apenas de uma questão estética. Cada caldeira sem árvore representa menos sombra, temperaturas mais elevadas nas ruas, menor conforto para os peões e uma oportunidade perdida para tornar a cidade mais resiliente às ondas de calor. As árvores são uma das soluções mais simples, eficazes e económicas para melhorar o espaço público.

O facto de em Beja, as caldeiras permanecerem vazias durante vários anos, são um reflexo da visão e planeamento urbano, que continua a não dar prioridade à arborização e combate às alterações climáticas.

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