Beja, é um cidade capital de distrito, na qual parece que temos tudo e perto, mas não temos nada. Parece confuso, mas é essa a realidade. Se nos comparamos com as vilas do distrito, parece que temos tudo. Se comparamos com outras cidades, fora do distrito, parece que não temos nada. Desde grandes infraestruturas públicas, como autoestrada ou ferrovia, ou outras infraestruturas essenciais, como um parque urbano. Beja é, claramente, pouco desenvolvida. E a culpa é, em parte, do governo central, mas também de quem governou localmente nos últimos 20 anos.

Em 2024, pela mão do ex-presidente da Câmara de Beja, Paulo Arsénio, foi inaugurado um parque urbano na cidade, chamado Parque Verde Acessível, na zona este da cidade, entre o Bairro da Conceição, Quinta Del Rey e Bairro do Pelame. Infelizmente, o resultado ficou muito aquém do que Beja merece: um espaço sem qualidade, sem identidade e sem atratividade, incapaz de gerar impacto positivo nos bairros envolventes ou de valorizar a cidade.
Um parque urbano deve ser muito mais do que algumas mesas, bancos e árvores dispersas, como o que foi executado no local. Deve ser um espaço vivo, pensado para famílias, jovens, idosos e visitantes. Deve ter zonas verdes cuidadas, sombra, percursos pedonais, áreas de lazer, equipamentos desportivos, parque infantil e qualidade paisagística.

Ao novo executivo do município de Beja, espero que não cometa os falhanços do seu antecessor. Para tal, recomendo a visualização do exemplo da Câmara Municipal de Lisboa, que criou o Parque Urbano Mar e Vila, em Lisboa. Partilho o vídeo da obra concluída:

Convido os bejenses a visitarem o Parque Verde construído em 2024 e a refletirem: aquilo representa verdadeiramente um parque urbano à altura da nossa cidade?

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